A Praça Coronel Custódio Fernandes Pinheiro, conhecida como Praça do Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, receberá grades definitivas em seu entorno, após pedidos de associações de moradores da região.
Em abril de 2020, o local foi cercado por tapumes para evitar aglomerações durante a pandemia. Segundo a Prefeitura de São Paulo, os tapumes serão retirados após a instalação das grades. A gestão municipal já começou a realizar a obra no local.
De acordo com a Subprefeitura de Pinheiros, o gradeamento tem o objetivo de “conservação do local, que contém características de parque e recebe grande quantidade de frequentadores”.
Em 2015, o então prefeito Fernando Haddad (PT), por decreto, transformou a praça em um parque. Dois anos depois, João Doria (PSDB), quando estava a frente da Prefeitura, revogou a medida. À época, o tucano disse que a revogação possibilitaria que o espaço fosse adotado pela iniciativa privada para a realização de melhorias, o que não aconteceu.
A obra para colocar grades ao redor da praça começou em dezembro de 2020 e custará R$ 652.953,78 aos cofres públicos, informou a Prefeitura de São Paulo.
O pedido de fechamento da praça é uma demanda antiga da Associação Amigos do Alto de Pinheiros (SAAP) e da Associação de Moradores de City Boaçava. Os moradores da região reclamam que a praça reunia centenas de pessoas durante a noite e a madrugada, com música alta, o que perturbava o silêncio da vizinhança.
A associação defende que a praça deve ser aberta a todos que queiram entrar, mas com regras de funcionamento, fechamento pela noite e reabertura pela manhã, semelhante aos parques. Questionada, a Prefeitura informou que ainda estuda qual será o regulamento de uso do local.
“A coisa mais importante na construção da cidadania e da urbanidade é o sentimento de pertencimento”, afirma o arquiteto. Para o especialista, o dinheiro investido na obra poderia ser usado com outras medidas para tentar organizar o uso do local, como segurança passiva e programações de uso educacional do espaço.
“Claro que há inconvenientes no uso do espaço público, mas grade não é a solução”, afirma Valter.
A Praça do Pôr do Sol tem cerca de 28 mil metros quadros, o equivalente a mais de três campos de futebol, e é um dos principais espaços ao ar livre da Zona Oeste de São Paulo. O espaço foi criado nos anos 1960 pela arquiteta Miranda Martinelli Magnoli.
