Mais uma vez o muro de vidro que margeia a raia olímpica da USP amanheceu danificado na última terça-feira (24). Ainda não se sabe o que causou o novo dano a três painéis da estrutura.
É a terceira vez que o muro de vidro da USP, inaugurado no último dia 4, sofre depredação. A primeira foi registrada na última quarta-feira (18), e a segunda, dois dias depois.
Projeto
Inaugurado na última semana de João Doria (PSDB) na Prefeitura de São Paulo, o projeto inicial para substituir o muro de concreto da raia da USP previa gradis no lugar de vidros. No entanto, após queixas de frequentadores de que a mudança geraria aumento de ruído e de poluição atmosférica na ria olímpica, surgiu a ideia da instalação dos painéis de vidro.
Os painéis são feitos de vidro temperado com espessura de 10 mm, com película de proteção, cerca de cinco vezes mais reistente do que um vidro comum. Junto aos 2,2 km de extensão do muro serão instaladas câmeras do projeto “City Câmeras” para vigilância da área.
A instalação do muro, realizada por meio de parcerias com a inciativa privada, foi orçada em R$ 20 milhões, segundo a prefeitura, e as manutenções futuras ficarão a cargo da USP. Nesse momento, no entanto, os painéis depredados estão sendo trocados por peças extras de reposição.
Apesar do compromisso com a nova obra, a universidade tem passado por uma crise financeira desde 2014, com a folha de pagamento comprometendo praticamente todo seu orçamento.