As crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam dificuldades com a linguagem que podem interferir na comunicação e nos vínculos afetivos. A fim de amenizar os possíveis impactos e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, a rede municipal de saúde oferece aos pacientes autistas, tratamento com musicoterapia, ciência instituída na metade do século XX que promove por meio do fazer musical ou da experiência sonoro-musical em si, a abertura de novos canais de comunicação.
De acordo com a fonoaudióloga e musicoterapeuta Vanessa Lira Vieira, da Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Miriam, é realizada uma anamnese musicoterápica para identificar as melhores estratégias de tratamento. Isso porque existem autistas que são oralizados, aqueles que têm prejuízo do uso funcional da linguagem, e os não oralizados, que transmitem seus sentimentos de outras formas.
“Para os autistas não oralizados, é realizado um trabalhado com elementos musicais que lembram a vida intrauterina. Todo o protocolo de tratamento é realizado de acordo com o momento sonoro musical que o paciente encontra-se. Já para os autistas oralizados, a abordagem da musicoterapia tem outro mecanismo de ação. Os profissionais se apropriam desses sons, imitam os pacientes para criar uma conexão, abrindo um de canal de comunicação. Esse tratamento possibilita que o paciente autista se torne mais ativo, mais atento e melhore sua forma de se expressar”, explica Vanessa.
A Música é uma grande aliada como agente regulador de emoções, pois ativa várias estruturas cerebrais. A musicoterapia é uma prática no contexto clínico de tratamento, reabilitação ou prevenção de saúde e bem-estar. O serviço é oferecido na rede municipal de saúde em parte das Unidades Básica de Saúde (UBSs), em Centros de Referência de Práticas Integrativas e Complementares (CRPics) e em Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Além de formação em musicoterapia, os profissionais que conduzem desse tratamento têm também outra formação de origem, como psicologia ou fonoaudiologia.
A musicoterapia tem históricos relevantes em saúde mental por proporcionar aos seus usuários em sofrimento mental, a possibilidade de expressarem conteúdos psíquicos por meio do fazer musical ou da experiência sonoro-musical em si, promovendo a abertura de novos canais de comunicação. Fonte: capital.sp.gov.br
Check Also
Projeto que proíbe celulares nas escolas em SP é aprovado e segue para sanção do governador
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em votação ocorrida nesta terça-feira, 12 …